Ficha técnica
Concepção: Cia. Luna Lunera e Tuca Pinheiro
Direção e Coordenação Dramatúrgica: Tuca Pinheiro
Intérpretes Criadores: Cláudio Dias, Débora Vieira, Isabela Paes, Marcelo Souza e Silva e Fernando Oliveira
Assistência Dramatúrgica: Zé Walter Albinati, Odilon Esteves e Marcelo Souza e Silva
Treinamento Corporal: Tuca Pinheiro
Preparação Vocal: Helena Mauro
Oficina de Samba: Juliana Macedo
Cenografia: OSLA Arquitetura – Ed Andrade
Estagiário de Cenografia: Marlon Penido
Confecção de Cenário: Artes Cênicas Produções – Joaquim Pereira
Figurino: Juliana Macedo
Execução de Figurino: Ednara Botrel
Iluminação: Felipe Cosse e Juliano Coelho
Trilha Sonora: Tuca Pinheiro
Programação Visual: Frederico Bottrel
Produção: Cia. Luna Lunera
Produção executiva – temporada de estreia: Milena Lago
SINOPSE
A partir de uma linguagem corporal, a peça recorta a obra “O Cortiço”, de Aluísio Azevedo, trazendo personagens como o casal português Jerônimo e Piedade, a doce e jovem Pombinha, que escreve cartas a todos que lhe pedem, a escrava Bertoleza e a mulata Rita Baiana, todos imersos no cortiço do ambicioso João Romão. Ali, alegria, samba, pureza, saudade, sedução, traição, ganância disputa e poder permeiam as relações.
O ESPETÁCULO
O texto de Aluísio Azevedo se constituiu princípio de investigação para revelar ideias a serem discutidas no trabalho. Ideias estas consonantes ao olhar de cada intérprete. Num primeiro momento pessoal, um relato de si mesmos. Posteriormente, as identificações com os personagens da obra literária dilataram-se e possibilitaram uma aproximação entre ficção e realidade.
Através da sintonia entre os intérpretes e personagens, as ações e relações contidas no texto tornam-se prioridades. Ou seja, o romance fornece pistas, e escolhas são feitas a cada instante. Escolhas que permitem detectar as tensões nas vidas das personagens como habitantes de um sistema: poder, ascensão social, disputa, exploração, submissão, desgosto, perda de identidade, desengano, sedução, erotismo, alegria, musicalidade, loucura, ritual de passagem, saudades, inocência violada, perdição, vida e morte, céu e inferno.
O convite feito a Tuca Pinheiro, um diretor coreográfico, para dirigir o projeto trouxe à proposta da Cia. Luna Lunera, inevitavelmente, um confronto de linguagens precedido, antes de qualquer atrito, pelo exercício da investigação, coragem e generosidade. E se a direção propõe um olhar sobre o corpo na construção da obra, foi preciso entender o próprio corpo como discussão, produção, armazenamento e disponibilização de conhecimento para possibilitar a troca entre as partes envolvidas, gerando um sistema sem diferenciações e hierarquia; sem fórmulas e desprovido de qualquer rótulo que submetesse o trabalho a categorias, nomenclaturas.
Justamente as dúvidas – sobre onde seria sedimentado o eixo condutor da organização das idéias (corpo do texto / texto do corpo) – foram as diretrizes para entender o corpo como um sistema aberto a provocações, estímulos, percepções, estados, lugar de estudo (da palavra, inclusive). A abertura necessária para criar um espaço onde as incertezas possam transitar livremente.
O espetáculo foi contemplado pelo 6º Prêmio Usiminas-Sinparc – Melhor Ator Coadjuvante (Marcelo Souza e Silva) e Melhor Iluminação ( Felipe Cosse e Juliano Coelho);
- Crédito: Gustavo Jácome
- Crédito: Tiago Lima
- Crédito: Gustavo Jácome
- Crédito: Rodrigo Zeferino
- Crédito: Gustavo Jácome
- Crédito: Rodrigo Zeferino
- Crédito: Gustavo Jácome
- Crédito: Rodrigo Zeferino
- Crédito: Rodrigo Zeferino
- Crédito: Rodrigo Zeferino
- Crédito: Rodrigo Zeferino