Ficha técnica

Em cena:
Ana Flávia Rennó (Louca da Academia)
Cláudia Corrêa (Mulher da Fila e Atriz da Reconstituição)
Cláudio Dias (Apresentador do Mundo)
Marcelo Souza e Silva (Homem das Oportunidades)
Maria Alice Rodrigues (Produtora-patinadora)
Odilon Esteves (Ator sem Personagem)
Zé Walter Albinati (Homem das Etiquetas)

Atriz stand-by: Fernanda Kahal

Coordenação Dramatúrgica: Cida Falabella

Preparação Corporal: Alexander de Moraes

Preparação Musical: Valéria Braga e Maurílio Rocha

Cenário e Figurino: Marco Paulo Rolla

Iluminação: Alexandre Galvão e Wladimir Medeiros

Oficina de Narração: Elisa Almeida

Oficina de Patinação: Cláudio Araújo

Oficina de Yoga: Gizele Rodrigues Batista

Produção: Cia. Luna Lunera


NÃO DESPERDICE SUA ÚNICA VIDA OU...

SINOPSE

Relatos autobiográficos dos atores mesclam-se com personagens inusitadas. Tem-se o Apresentador do Mundo, o Ator sem Personagem, o Homem das Etiquetas, o Homem das Oportunidades, a Louca da Academia, a Mulher da Fila e inúmeros outros que surgem em torno das cenas. Logo de início, a plateia é dividida em seis grupos, que terão contato com cenas diferentes. A cumplicidade está estabelecida. A provocação dos vários títulos (seis) pode ser compreendida neste contexto, já que o público se encarregará de juntar as peças ao longo do espetáculo, que pretende provocar um questionamento oportuno sobre o fazer teatral e o contexto social presente.

O ESPETÁCULO

A Cia. Luna Lunera estreiou o espetáculo Não desperdice sua única visda ou … em 2005, sob direção de Cida Falabella. Investindo em espaços não-convencionais, o espetáculo foi montado de modo a estabelecer uma relação intimista com o público, limitado a um número reduzido de pessoas. O trabalho parte do discurso épico-dramático, onde os atores reabilitam o lugar do narrador – um ator rapsodo, na expressão de Luiz Arthur Nunes. Inspiradas no distanciamento brechtiano, há interferências que desconstroem e fragmentam a cena, propondo recortes reflexivos.
Alguns textos literários serviram para deflagrar o processo. Os atores elegeram quatro obras com temáticas que lhes eram significativas e apresentaram à diretora pequenas cenas-instalações, num diálogo inicial. Ainda que o espetáculo não traduza uma teatralização desses textos, as questões suscitadas se presentificam no material final, pela criticidade, humor e poética sugeridas por aquelas obras.
Matérias jornalísticas, crônicas, classificados de oportunidades, revistas e programas televisivos também instigaram os motes das improvisações sobre as contradições, precariedades e ironia cotidianas. Inclusive um belo texto do escritor Sebastião Nunes empresta seu título ao primeiro dos seis nomes do espetáculo: Não desperdice sua única vida. Da mesma forma, o escritor e dramaturgo Fernando Bonassi gentilmente cedeu um fragmento de seu manifesto Nós Fazemos Teatro, texto que mobilizou reflexões levantadas durante o processo criativo.
O Espetáculo participou, em 2005, da 3ª Mostra Sesi de Artes Cênica em Uberaba/MG. Em 2006, participou do 15º Festival de Teatro Curitiba/PR e do 8º Festival Internacional de Teatro de Palco e Rua de BH/MG. Neste mesmo ano, ganhou os prêmios SESC-SATED 2006 de melhor direção (Cida Falabella) e melhor ator (Odilon Esteves). No prêmio Usiminas Sinparc 2006 recebeu o prêmio de melhor dramaturgia inédita.