Ficha técnica
Concepção e dramaturgia: Cia. Luna Lunera
Atuação e codireção: Cláudio Dias, Isabela Paes, Marcelo Souza e Silva, Odilon Esteves.
Codireção: Zé Walter Albinati
Orientação dramatúrgica: Jô Bilac
Preparação corporal: Mário Nascimento
Residência artística: Roberta Carreri – Odin Teatret
Pesquisa em artes digitais: Trem Chic
Direção: Eder Santos
Coordenação geral de produção videográfica: André Hallak
Edição: Leandro Aragão
Produção: Barão Fonseca
Concepção cenográfica: Ed Andrade
Assistente de cenografia: Morgana Mafra
Execução do cenário: 100 Pregos
Figurino: Marney Heitmann
Assistente de figurino: Alexandre Frade
Confecção de figurino: Maria Vieira
Iluminação: Felipe Cosse e Juliano Coelho
Assistente de Iluminação: Jésus Lataliza
Participação afetiva: Cláudia Corrêa
Programação visual: 45 Jujubas – Marcelo Dante e Juliano Augusto
Registro videográfico: Léo Pinho
Fotografia: Adriano Bastos e Carlos Hauck
SINOPSE
Num país qualquer, distante do Brasil, quatro amigos se reencontram. E apesar das suas angústias, seus impasses cotidianos, suas frustrações, eles tentam a coragem de buscar a alegria. Apesar de.
Texto e direção: Cia. Luna Lunera, com colaboração de criação do videoartista Éder Santos, do coreógrafo Mário Nascimento, da atriz Roberta Carreri (Odin Theatre) e orientação dramatúrgica de Jô Bilac.
O ESPETÁCULO
O ponto de partida para esta montagem foi um fragmento do livro “Uma aprendizagem ou o Livro dos Prazeres” de Clarice Lispector, em que um dos personagens diz que “uma das coisas que aprendi é que se deve viver apesar de. Apesar de, se deve comer. Apesar de, se deve amar. Apesar de, se deve morrer. Inclusive muitas vezes é o próprio apesar de que nos empurra para a frente. Foi o apesar de que me deu uma angústia que insatisfeita foi a criadora de minha própria vida. Foi apesar de que parei na rua e fiquei olhando para você enquanto você esperava um táxi. E desde logo desejando você, esse teu corpo que nem sequer é bonito, mas é o corpo que eu quero. Mas quero inteira, com a alma também. Por isso, não faz mal que você não venha, esperarei quanto tempo for preciso.”
Partimos então para a leitura desta e de outras obras de Clarice, sem a pretensão de adaptar um de seus textos ou de construir uma encenação que traduzisse seu universo simbólico, mas possibilitando que cada um dos criadores oferecesse como material cênico inicial as reflexões, afetos e movimentos internos gerados por estas leituras. Sua obra norteou o processo como fonte de inspiração e alimento poético.
Em 2003, a Cia. vivenciou o estudo prático e teórico do Processo Colaborativo, sistematizado por Antônio Araújo (Teatro da Vertigem), que visa horizontalizar as relações na criação do espetáculo. Desta forma, os pilares direção-atuação-dramaturgia trabalham juntos na sala de ensaio, sem texto dramático prévio. Na ocasião, o Luna Lunera construiu a peça “Nesta Data Querida”, seguindo o modelo proposto por Antônio Araújo, com a presença de um diretor, um dramaturgo e os atores.Em 2007, experimentamos a radicalização desse método, com os próprios atores acumulando as funções de direção e dramaturgia. A partir de “Aqueles Dois”, viu-se concretizada na Cia. a possibilidade de uma direção e dramaturgia compartilhadas, seguindo os preceitos metodológicos do Processo Colaborativo e, ao mesmo tempo, extrapolando-os ao desenvolver outros procedimentos para abarcar esse modelo de criação. Desta vez, além das semanas de direção de cada um dos atores, convidamos colaboradores externos à Cia., para trazerem suas interferências técnicas, estéticas e seus questionamentos artísticos e humanos.
Para a criação do espetáculo “Prazer”, a Cia. convidou diferentes colaboradores, cada um deles trazendo suas proposições e interferências para a criação artística do grupo. Jô Bilac, um dos expoentes da dramaturgia contemporânea brasileira, colabora na dramaturgia, orientando a criação dramatúrgica. Éder Santos, videoartista, vem colaborando na pesquisa e criação de vídeos, utilizando aparatos técnicos para conferir um caráter poético ao trabalho. Roberta Carreri, atriz do Odin Teatret – grupo com 48 anos de existência, referência mundial na criação e pesquisa teatral, conduziu um treinamento intensivo, em Residência Artística de 20 dias, desenvolvendo as bases de uma técnica de treinamento dos atores, contribuindo para que os mesmos potencializem a própria presença cênica através da exploração dos comportamentos cênicos. Mário Nascimento, bailarino e coreógrafo paulista, radicado em Belo Horizonte, vem desenvolvendo um treinamento corporal e contribuindo para a continuidade da pesquisa da interface entre teatro e dança, presente, deste “Perdoa-me Por Me Traíres” (2000), no trabalho na Companhia.
“Este projeto foi contemplado pela Fundação Nacional de Artes – FUNARTE no Prêmio Funarte de Teatro Myriam Muniz 2011”
- Crédito: Adriano Bastos
- Crédito: Adriano Bastos
- Crédito: Adriano Bastos
- Crédito: Carlos Hauck
- Crédito: Adriano Bastos
- Crédito: Carlos Hauck
- Crédito: Adriano Bastos